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Viveremos juntos a presença do Espírito Santo de Deus durante 7 quintas-feiras refletindo com convidados super especiais sobre os dons do Espírito Santo! Você não pode perder! Compartilha com todo mundo, se inscreva no canal da Garagem da Oração no YouTube, siga nosso Instagram e vem viver esse momento com a gente! Neste espaço você terá acesso a textos para aprofundamento dos temas trabalhados nos vídeos disponíveis em nosso canal. Bora estudar galera?
 
 
  • "Dons do Espírito" - Episódio 1 - Dom da Sabedoria
    Fala meu jovem! Você está acompanhando a primeira série de vídeos catequéticos da Garagem da Oração no no Youtube? Entäo vamos te dar aquela ajudinha para você aprofundar ainda mais seus conhecimentos. O desafio da semana é assistir a cada episódio e depois correr pra cá e dar aquela aprofundada no conteúdo!

    No primeiro episódio, o Diácono Victor nos apresentou o dom da SABEDORIA. Boa leitura!

    O que é o Dom da Sabedoria?

    ETIMOLOGIA: palavra sabedoria vem do latim “sapere” (= “ter gosto de…”). Ele oferece um conhecimento “saboroso” da verdade revelada por Deus. Na ordem natural a mente humana procura atingir os primeiros princípios e as causas de toda a realidade que ela conhece. O mesmo ocorre também na ordem sobrenatural. A palavra grega para a sabedoria é ????? (sophia) e refere-se ao termo que define o saber ou conhecimento. No sentido comum, a sabedoria é a qualidade que dá sensatez, prudência e moderação à pessoa.

    SAGRADAS ESCRITURAS: 1Rs 3,1-15: Sabedoria em Salomão; Sabedoria 7,7: implorei e a Sabedoria e ela veio até mim. Sl 111: “O temor ao Senhor é o princípio da sabedoria; Todos aqueles que o praticam têm um bom entendimento. Seu louvor permanece para sempre!”. 1Cor 12,7-8: os dons do ES.

    CATECISMO DA IGREJA:
    n. 295: Deus criou o mundo pela Sabedoria (Sb 9,9)
    n. 339: As criaturas refletem um raio da Sabedoria e da Bondade infinita de Deus Criador;
    n. 1954: O homem participa da Sabedoria Divina quando busca a Bondade e a Verdade;
    n. 1830: São 7 os dons do Espírito
    n. 1303: Os efeitos da Confirmação

    Como desenvolver o Dom da Sabedoria?
    Sl 111: O temor do Senhor é o princípio da Sabedoria!
    Tg 3, 17: Pureza, paciência, sinceridade.
    A sabedoria entra pelo amor, silêncio e mortificação (São João da Cruz).

    O que este Dom causa na vida de quem o possui?
    * Santidade
    * Compaixão
    * Capacidade de decisão
    * Bom direcionamento nas adversidades.
    * Falando do dom da sabedoria, em 14/04/2014, o Papa Francisco disse que “a sabedoria é uma graça que nos permite ver as coisas com os olhos de Deus, a sentir como Deus e a falar com suas palavras; nós temos dentro de nós, no nosso coração, o Espírito Santo; podemos escutá-Lo. Se nós escutamos o Espírito Santo, Ele nos ensina esta via da sabedoria, presenteia-nos com a sabedoria que é ver com os olhos de Deus, ouvir com os ouvidos d’Ele, amar com o coração do senhor, julgar as coisas com o juízo divino. Esta é a sabedoria que nos dá o Espírito Santo e todos nós podemos tê-la. Somente devemos pedi-la ao Espírito Santo”
  • "Dons do Espírito" - Episódio 2 - Dom da Ciência
    Fala, meu jovem! No segundo episódio desta série contamos com a ilustre explicação do Padre Robson Caixeta. Você já deve ter assistido tudo pelo canal da Garagem no Youtube, certo? Vamos, portanto, aprofundar o tema com o resumo desta catequese.

    Quando se fala de ciência, o pensamento vai imediatamente à capacidade do homem de conhecer sempre melhor a realidade que o cerca e de descobrir as leis que regulam a natureza e o universo. A ciência que vem do Espírito Santo, porém, não se limita ao conhecimento humano: é um dom especial, que nos leva a entender, através da criação, a grandeza e o amor de Deus e a sua relação profunda com cada criatura.

    Quando os nossos olhos são iluminados pelo Espírito, abrem-se à contemplação de Deus, na beleza da natureza e na grandiosidade do cosmo, e nos levam a descobrir como cada coisa nos fala Dele e do seu amor. Tudo isto suscita em nós grande admiração e um profundo sentido de gratidão! É a sensação que experimentamos também quando admiramos uma obra de arte ou qualquer outra maravilha que seja fruto da invenção e da criatividade do homem: diante de tudo isso, o Espírito nos leva a louvar o Senhor do fundo do nosso coração e a reconhecer, em tudo aquilo que temos e somos, um dom inestimável de Deus e um sinal do seu infinito amor por nós.

    O dom de ciência ou palavra de ciência é um dom através do qual o Senhor faz que o homem entenda as coisas da maneira como Ele as entende. Faz que o homem penetre na raiz de cada acontecimento, fato, sentimento ou situação, ou melhor, através do dom de ciências, Deus dá o diagnóstico, a causa de um problema, doença, fato, situação… Quando estamos com febre, nos dirigimos a um médico para descobrir a causa da febre, porque a febre não é a doença, mas um sintoma da doença.
    Quando alguém está deprimido, queremos resolver o problema da depressão, aliviando os seus sintomas, porém não conseguimos detectar a causa da depressão. Através do dom de ciência, o Senhor nos revela a causa da depressão, sua raiz, com o objetivo de curar. O Espírito Santo, através desse dom, presta um serviço ao povo de Deus através de nós.

    Pelo dom de ciência, Deus ensina ao homem sobre as suas verdades, permite que a sua luz penetre no entendimento do homem. Deus comunica ao homem informações que são impossíveis de se adquirir humanamente ou por conhecimento natural, pela razão.

    Fundamentação Bíblica:

    No primeiro capítulo do Gênesis, propriamente no início de toda a Bíblia, coloca-se em evidência que Deus se alegra com a sua criação, destacando repetidamente a beleza e a bondade de cada coisa. Ao término de cada dia, está escrito: “Deus viu que era coisa boa” (1, 12. 18. 21. 25): se Deus vê que a criação é uma coisa boa, é uma coisa bela, também nós devemos assumir esta atitude e ver que a criação é coisa boa e bela. Eis o dom da ciência que nos faz ver esta beleza, portanto louvamos a Deus agradecendo-lhe por ter nos dado tanta beleza. E quando Deus terminou de criar o homem não disse “viu que era coisa boa”, mas disse que era “muito boa” (v. 31).
    Outros trechos bíblicos:
    Lc 1,39-45: Maria comunica o Espírito Santo a Isabel, como sinal do que iria acontecer em Pentecostes sobre toda a Igreja.
    – Mt 1,18-25: Vem também através de um sonho, como no caso de José. O Espírito Santo revela a José, em sonho, o mistério da encarnação. José recebe o dom de ciência (a revelação) e através dele vê acontecer, em si próprio, mudança radical de mentalidade e do conhecimento de Deus.
    – Jo 4,16-19: Jesus fala à samaritana sobre os 5 maridos que tivera. Esta palavra de ciência fez a mulher perceber que Jesus era um profeta, abrindo a porta do seu coração para a revelação que ele era o Messias. A samaritana experimentou a misericórdia de Deus aplicada ao pecado de adultério, pois Jesus não a acusou, mas revelou o que sabia. A palavra de ciência teve o poder de levá-la a arrepender-se, ser perdoada e reconhecer que Jesus era o Messias, tendo acesso à “água viva” por ele prometida.
    - At 2, 14-41: Apóstolos antes medrosos e sem entender nada do que estava acontecendo; recebem o Espírito Santo e com o dom de ciência Pedro discursa sobre todas as verdades da fé em que cremos até hoje!

    Fundamentação Histórica:

    Caminhada de Estudo e razão: quantas vezes, usando do dom da ciência, grandes homens fizeram-nos entender as grandes verdades da nossa fé; Não somente uma verdade que aceitamos de forma piedosa, mas uma verdade que acolhemos usando da nossa razão;
    Questionamento da Ssma. Trindade - Arianismo: Por volta de 319, Ário começou a propagar que só existia um Deus verdadeiro, o "Pai Eterno", princípio de todos os seres. O Cristo-Logos havia sido criado por Ele antes do tempo como um instrumento para a criação, pois a divindade transcendente não poderia entrar em contato com a matéria. Cristo, inferior e limitado, não possuía o mesmo poder divino, situando-se entre o Pai e os homens.
    - Verdade sobre quem é Jesus Cristo: Apolinarismo, Gnosticismo: As duas naturezas de Cristo no Concílio de Calcedônia, em 451
    - Pelagianismo: Século IV – Pecado original e batismo (Natureza boa) – Santo Agostinho, usando do dom da ciência, mostra o erro.
    - Os Sete Sacramentos: Santo Tomás de Aquino, e afirmado no concílio de Trento (1545-1563)
    - Concílio de Trento: Presença Real de Cristo na Eucaristia

    Sistematização (diante destes conhecimentos, o que devo fazer?):

    - O dom de ciência ou palavra de ciência é um dom através do qual o Senhor faz que o homem entenda as coisas da maneira como Ele as entende. Faz que o homem penetre na raiz de cada acontecimento, fato, sentimento ou situação, ou melhor, através do dom de ciências, Deus dá o diagnóstico, a causa de um problema, doença, fato, situação… Por isso confiamos mais nele e fortalecemos nossa fé.
  • "Dons do Espírito" - Episódio 3 - Dom da Piedade
    Chegamos ao terceiro episódio desta nossa série e você já deve ter assistido tudinho em nossa canal no Youtube. Desta vez, o seminarista Matheus Vitor nos ajudou muito a entendermos melhor o dom da Piedade. A seguir, aquela ajudinha pra você aprofundar seus conhecimentos.

    A Igreja e todos os seus membros são guiados pelo Espírito Santo. Ao longo da história muitos santos foram erguidos no tempo e muitas congregações e carismas brotaram no seio da Igreja. Enxergamos uma grande diversidade no seguimento a Jesus Cristo. Podemos citar os monges eremitas que se isolavam nas montanhas ou os frades franciscanos que no meio do povo davam testemunho de pobreza, caridade e obediência. Além disso, vale lembrar os missionários que partiam para terras distantes a fim de levar a fé ou os santos doutores que compreendiam e explicam a mensagem de Deus. Na Igreja também encontramos o testemunho de grandes homens que morreram devido a sua fidelidade ao evangelho.
    Todos esses fatos somente foram possíveis devido a graça santificante do Espírito Santo. De fato, “há a diversidade de dons, mas um só Espírito.” (1 Co 12, 1). Hoje precisamos recorrer a essa graça para que possamos viver com autenticidade a nossa vocação como cristão no mudo que nos encontramos.

    A Igreja nos ensina que há sete dons do Espírito Santo. Através desses permitimos que a luz de Deus brilhe através de nós. Devemos sempre lembrar que não se trata de dons distantes e apagados, mas sim de uma força avassaladora que está presente conosco. O próprio Cristo nos disse: “Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo.” (Mt 28, 20). Essa verdade ilumina a nossa fé e nos impele a sempre caminhar com o auxílio da força divina. Santo Ambrósio nos adverte:

    “Lembra-te, portanto, de que recebeste o sinal espiritual, o Espírito de sabedoria e de inteligência, o Espírito de conselho e força, o Espírito de conhecimento e de piedade, o Espírito do santo temor, e conserva o que recebeste. Deus Pai te marcou com seu sinal, Cristo Senhor te confirmou e colocou em teu coração o penhor do Espírito.” CIC 1303

    O dom da Piedade é frequentemente mal-entendido entre nós. Uma pessoa piedosa não necessariamente precisa ser tímida e quieta. Todos possuímos a capacidade de ser piedosos, mesmo as pessoas mais agitadas e expansivas. Isso porque, a verdadeira piedade brota do nosso interior e nos faz reconhecer que somos filhos amados de Deus. São Paulo nos orienta: “Porquanto não recebestes um espírito de escravidão para viverdes ainda no temor, mas recebestes o espírito de adoção pelo qual chamamos: Aba! Pai!” (Rm 8, 15.)

    Através desse dom podemos compreender a grandiosidade da nossa fé. Através da Piedade tornamo-nos verdadeiros cristãos. Já que, apenas podemos seguir a Cristo se nos encontrarmos com Ele. Ninguém ama o que não conhece. Por isso o Cardeal
    Ratzinger nos ensina que o verdadeiro cristão não o é através de uma escolha baseada em fatos, mas sim através de um encontro pessoal com Cristo. Um encontro que muda nossa história e nos faz olhar para o alto e enxergar um Pai que nos consola.

    Hoje, mais do que nunca necessitados do dom da Piedade. Frequentemente vemos pessoas que acreditam que toda a vida é fruto de um acaso, isto é, um golpe de sorte e que Deus nada tem a ver com isso. Outro grande número de pessoas acredita que Deus pode até ter criado o mundo, mas se esqueceu dele e deixou a humanidade orientar-se por contra própria. No entanto, nós cremos que Deus é Pai e sempre está conosco. Cremos no Deus Emanuel, cremos que Ele nos criou e nos sustenta com a sua mão. São João nos ensina “Considerai com que amor nos amou o Pai, para que sejamos chamados Filhos de Deus. E nós o somos de fato.” (1º Jo 3,1). Acaso consegues enxergar a profundidade desta fala? São João respira calmamente e através de um profundo momento de oração ele afirma que somos de fato filhos de Deus.

    O dom da Piedade nos faz enxergar essa verdade e através desse encontro pessoal transforma toda a nossa vida. Se reconhecemos a Deus como pai precisamos olhar para as pessoas a nossa volta e enxergar verdadeiros irmãos, já que somos filhos do mesmo Pai. Não podemos negar a realidade de que existem diversos conflitos entre os seres humanos, mesmo com aqueles que participam ativamente na Igreja. Conflitos sempre existirão, mas devemos sempre ter em mente a lei do amor, isto é, apesar das diferenças devemos ser unidos pelo amor. Não se trata de uma atitude simples amar a todos, mas através da graça santificante do Espírito Santo conseguimos transformar nossos corações em verdadeiros templos do amor que compartilha.

    São João Paulo II nos ensina que: “Mediante o dom da Piedade, o Espírito Santo sana em nosso coração todo tipo de dureza e o abre à ternura para com Deus e para com os irmãos.” Aqui encontramos uma palavra chave para compreendermos o dom da Piedade: a ternura. Esta palavra significa uma grande afeição e desejo de ver o outro bem. Devemos possuir esse sentimento para com os nossos irmãos e para com Deus. Um exemplo torna claro o significado dessa palavra. Caridade é dar pão a quem tem fome, ternura é passar manteiga no pão antes de dá-lo. Com a ternura liga-se o carinho, a sinceridade, a profundidade.

    Precisamos de cristãos sinceros para com Deus, para com sigo mesmo e para com os outros. Cristãos que reconheçam as suas fragilidades e que se abandonam nas mãos de Deus, pois sabem que Ele é pai e não nos abandona. Através do dom da Piedade
    preenchemos os nossos corações dessas virtudes tão necessários para um verdadeiro cristão.

    Através da Piedade reconhecemos que Deus é pai, que o outro é irmão e que tudo aquilo que se relaciona com Deus deve receber o nosso mais sincero afeto. Assim sendo, a pessoa piedosa tem zelo pela Bíblia pois sabe que é palavra de Deus. Essa pessoa possui zelo pela missa, pelo santo terço, pelas imagens dos santos, pelas igrejas, pela natureza, pelos animais pois sabe que tudo isso remete ao seu grande amor, Jesus Cristo.

    Por fim, finalizo com a passagem do filho pródigo. Ela encontra-se no evangelho de São Lucas no capítulo 15 e versículos de 11 ao 32. Nela gostaria de destacar três tipos de amor.
    O amor mundano presente no filho que recebe sua herança e viaja pelo mundo. Ele não vê a bondade do pai e busca preencher o seu vazio nas inúmeras criaturas.

    Também há o amor servil do irmão que fica em casa. Ele não reconhece o Pai e prefere tratá-lo simplesmente como seu senhor. Ele trabalha para ele e busca reconhecimento, mas não desfruta daquilo que lhe pertence, o carinho de ser chamado filho.

    E por fim o amor filial do filho que retorna para casa depois de ter experimentado o vazio do mundo. Ele reconhece o pai e deixa-se ser amado por ele. Preenche o seu coração desse amor e vive a paz que brota de ser chamado filho.

    Existem muitas pessoas que estão na Igreja, ou seja, próximos do Pai, mas que ainda não o reconheceram como Aba, Pai. Essas pessoas trabalham para Deus, passam grande parte do seu tempo na Igreja, mas ainda não tiveram um encontro pessoal com aquele que dá a vida. Rezemos e peçamos o dom da Piedade.

    Ouçamos o Deus que fala em nossos corações: “Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu.” (Lc 15, 31). E que possamos nos comportar como filhos, herdeiros do céu, com uma confiança inabalável no Senhor. Vivamos e tenhamos orgulho de sermos filhos e de possuirmos tantos irmãos.
  • "Dons do Espírito" - Episódio 4 - Dom do Conselho
    Meu jovem, chegamos ao quarto episódio desta série. Todos os vídeos você acessa a partir dos ícones no fim desta página. Vamos, portanto, ao aprofundamento do tema feito pelo seminarista Victor Gustavo.

    O dom do Conselho nos ajuda a percebermos e escolhermos a melhor decisão para o nosso bem espiritual, visando a salvação de nossa alma. É através deste dom que Deus nos inspira o que falar e como agir conforme o Evangelho. “Através do conselho é o próprio Deus, com o seu Espírito, que ilumina o nosso coração, fazendo com que compreendamos o modo justo de falar e de nos comportarmos, e o caminho que devemos seguir” (Papa Francisco, Audiência Geral, 7 de maio de 2014).

    No cristianismo não há espaço para o individualismo! Não posso pensar apenas em minha salvação e o resto que se dane, porque nós não somos uma ilha. Constituímos um único corpo e cada membro é também responsável pelo outro. Como a mão pode ser boa se lhe falta um dos dedos? Como andará a perna se o pé não está bom? Um membro depende do outro. Obviamente a única pessoa que tem o poder de me salvar ou condenar-me sou eu próprio, mas nós podemos contribuir, e muito, com salvação de nossos irmãos. Aí entra o dom do Conselho. Isso é obra de misericórdia espiritual. Um grande santo, São João Bosco, diz que ao chegarmos no Céu veremos as almas que ajudamos a salvar.

    O dom do conselho não é intrometer de forma errada e aleatória com críticas ácidas na vida do irmão, mas guiá-lo para a santidade conforme o Evangelho. Quantas vezes nos deparamos com pessoas que nos dão conselhos cheios de sabedoria e verdade? Parece que tais palavras brotam direto do coração de Deus, e realmente brotam, porque não pode ser fruto de um simples raciocínio humano. Aconselhar um irmão é guiá-lo pela mão, mas não podemos esquecer que "um cego não pode guiar outro cego, pois os dois acabarão por cair no abismo" (cf. Lc 6, 39-42).

    O dom do conselho nasce da escuta atenta ao chamado do Senhor. Apenas aqueles que aprendem de Seu coração manso e humilde estão aptos a aconselhar. Nosso Senhor disse “A boca fala o que do coração está cheio” (Mt 12, 34). Se o nosso coração está cheio de Deus e impregnado pela mensagem evangélica, tudo fica natural. Nossas palavras serão palavras de profecia, de conforto, de esperança; nossas ações serão as ações do próprio Cristo. Tudo sai naturalmente porque é o Espírito Santo quem conduz.

    O dom do conselho nos ensina que tudo na vida tem um tempo, e nos ajuda a reconhecê-lo. Quantas vezes queremos nos matar para viver o amanhã no dia de hoje?! Imagine se o sol não seguisse seu tempo e resolvesse nascer às 2h da manhã, ou ficar 24h brilhando sobre nós...iria ser terrível! Mas o sol respeita o seu tempo, sabe alternar dias e noites. O conselho nos inspira o tempo certo de cada coisa, fazendo-nos observar que "para cada dia há seu problema" (Mt 6, 34).

    Vocês, homens e mulheres de boa vontade, podem e devem ser essa voz profética do conselho, não só na sua família, mas para todos ao seu redor. Sei que devido ao isolamento dos tempos de Pandemia nós fomos privados deste calor humano que nos é tão caro, mas graças aos Céus a tecnologia está ao nosso favor. Ligue, mande mensagem, seja anunciador da esperança; ajude tantas almas que agora estão aflitas e sem rumo. Se por acaso você sentir alguma dificuldade ou falta de inspiração Divina, peça para a Mãe do Bom Conselho: nunca se ouviu dizer que ela desamparasse um filho Seu.
 
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